sábado, julio 25, 2026

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LAS VEGAS NEVADA | JUNIO 2026 | VOLUMEN 2 | NÚMERO 13

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Lúcia Nascimento

E o cuidado com a ansiedade

Na seção Somos do Mundo, espaço criado para que a comunidade de língua portuguesa encontre informação em sua própria língua, Joana Georges recebeu a psicóloga clínica Lúcia Nascimento para uma conversa essencial sobre ansiedade, tema cada vez mais presente na vida moderna.

Brasileira, casada, mãe de três filhos e avó, Lúcia transita entre educação e saúde. Essa experiência permite olhar para a ansiedade não apenas como sintoma, mas como uma resposta humana ligada ao corpo, à mente e ao ambiente em que cada pessoa vive.

Segundo Lúcia, a ansiedade faz parte da experiência humana. É uma reação natural diante do medo, de uma ameaça ou de uma situação desconfortável. Pela neurociência, o cérebro aciona mecanismos de sobrevivência. A amígdala cerebral ativa o medo e o corpo libera cortisol, adrenalina e noradrenalina. Surgem respostas físicas: coração acelerado, tremores, tensão, atenção voltada ao perigo e reações como fuga, enfrentamento ou congelamento.

O problema começa quando essa resposta deixa de ser pontual e passa a dominar a rotina. Quando o medo aparece sem ameaça real, quando há dificuldade para relaxar, insônia, falta de ar ou inquietação constante, pode existir um transtorno de ansiedade que precisa ser avaliado.

Ansiedade pede escuta

Durante a entrevista, Lúcia destacou que não há uma única causa para a ansiedade. Ela pode nascer da combinação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos e sociais. Pressão no trabalho, conflitos familiares, traumas de infância, abandono, violência, negligência e relações instáveis podem deixar marcas profundas.

Outro ponto importante foi o impacto das redes sociais. A comparação permanente, a necessidade de aprovação, a cobrança por desempenho e o perfeccionismo alimentam a sensação de insuficiência, especialmente em pessoas com baixa autoestima.

Lúcia desconstrói a ideia de que é preciso “aguentar firme”. Para ela, o mais importante é respeitar os próprios limites, observar os gatilhos e procurar ajuda quando a ansiedade começa a prejudicar o sono, os relacionamentos, o trabalho, os estudos ou a convivencia familiar.

Como caminhos de cuidado, recomenda autoconhecimento, respiração diafragmática, atividade física, alimentação equilibrada e higiene do sono. Sua mensagem final é simples e necessária: cuidar da saúde mental é fundamental para viver com mais equilíbrio e qualidade de vida.



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