sábado, julio 25, 2026

La voz de los hispanos en el sur de Nevada

LAS VEGAS NEVADA | JUNIO 2026 | VOLUMEN 2 | NÚMERO 13

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Kátia Moura

E a arte de celebrar o amor em Las Vegas

Na seção Somos do Mundo, espaço dedicado à comunidade de língua portuguesa, recebemos Kátia Moura, celebrante de casamentos em Las Vegas. Com simpatia, experiência e um olhar muito realista sobre o amor, ela compartilhou sua trajetória, os desafios da profissão e os motivos que fazem tantos casais escolherem a cidade das luzes para dizer “sim”.

Kátia começou nessa área em 2015, depois de uma vida ligada à educação. No Brasil, foi professora, acostumada a falar em público, organizar eventos e lidar com pessoas. Em Las Vegas, encontrou uma nova vocação: oficializar casamentos. Segundo ela, ver casais felizes é uma das maiores alegrias de sua vida. “Eu gosto de ver as pessoas felizes”, resume.

Seu primeiro casamento como celebrante ficou marcado na memória

O casal veio de Recife e a cerimônia aconteceu em um Country Club. Kátia esperava algo pequeno, mas encontrou cerca de 40 convidados. Nervosa, precisou realizar uma cerimônia simbólica com areia, em que os noivos misturam dois recipientes para representar a união de vidas que já não se separam. A experiência a fez buscar ainda mais preparo.

Entre os desafios da profissão, Kátia destaca os custos de viagem, visto e documentação, mas também faz uma crítica firme ao uso exagerado da inteligência artificial na divulgação de casamentos. Para ela, a propaganda deve mostrar a realidade. “Tudo que acontece está ali exatamente”, afirma, ao defender fotos verdadeiras, emoções reais e registros fiéis ao momento vivido pelo casal.

Durante a conversa, Kátia explicou a diferença entre casamento civil, simbólico e renovação de votos. O civil tem valor legal, exige documentação e licença. O simbólico é uma cerimônia sem certidão, ideal para casais que desejam celebrar o amor sem efeito jurídico imediato. Já a renovação de votos, segundo ela, é uma das cerimônias mais emocionantes, especialmente quando os filhos participam levando as alianças.

A celebrante também deixa um conselho direto aos noivos: casamento não é mágica. A vida a dois exige paciência, respeito, amizade e consideração. Para ela, amar é permanecer junto também quando surgem doenças, crises financeiras ou dias difíceis.

Para quem sonha em casar em Las Vegas, Kátia lembra que o processo pode ser simples. Visitantes precisam de passaporte; residentes, de carteira de motorista. A licença custa cerca de 110 dólares e vale por três meses. E mesmo quem não pode pagar uma capela encontra lugares bonitos e gratuitos na cidade, como o Welcome Sign.

Mais que uma profissão, celebrar casamentos é, para Kátia Moura, uma forma de participar de começos inesquecíveis.



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